O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. Recreio (21) 2420-5032 / 2437-6800 / 3546-5198    Copacabana (21) 2548-6104

Fratura Proximal do Úmero - 2 partes

(Colo Cirúrgico)

A fratura do colo cirúrgico é a mais comum das proximais do Úmero. É uma fratura extra-capsular, estando as inserções musculares do manguito rotador inseridas no fragmento proximal.
Isto mantém uma boa vascularização para a cabeça umeral e uma baixa incidência de necrose avascular.
O fragmento proximal encontra-se em posição neutra, enquanto o fragmento distal encontra-se aduzido devido à tração do músculo Peitoral Maior.



Essas fraturas são classificadas em estáveis e instáveis, com desvio e sem desvio. Consideram-se fraturas com desvio aquelas que apresentam uma angulação maior que 45° ou 1 cm de deslocamento. Quanto à estabilidade, são consideradas estáveis aquelas que, ao exame físico, o paciente move a extremidade como um bloco único, sem mobilidade anormal, com dor discreta. Ao exame radiográfico encontramos uma fratura impactada, geralmente por compressão, podendo ser causada por trauma de alta ou baixa energia. As fraturas instáveis são aquelas em que o paciente apresenta dor intensa ao mobilizar a extremidade, com movimento anormal no foco fraturário. O exame radiológico evidencia fratura por cisalhamento. O deslocamento de partes moles aumenta a instabilidade. Algumas vezes existem fraturas associadas das tuberosidades sem desvio, porém estas não alteram a história natural da fratura.

O exame radiológico consta de 3 incidências: AP, perfil de escápula e axilar. A Tomografia Computadorizada pode ser utilizada para avaliar a superfície articular da glenóide e verificar impacções da cabeça umeral.

O tratamento das fraturas estáveis e com desvio é feito de modo conservador, com imobilização com tipóia americana. A estabilidade pode ser determinada pelo exame fluoroscópico. Nas fraturas instáveis e com desvio o tratamento de escolha é o cirúrgico, quando não houver contra indicação específica. A via de acesso é a deltopeitoral.

A fixação percutânea é geralmente utilizada nas fraturas dos pacientes esqueleticamente imaturos, tem sido considerada a melhor forma de fixação nos pacientes com osteoporose. Sua indicação tem ampliado nos últimos anos. A osteossíntese com placa, inclui, placa em "L", em " T", DCP 4,5 mm, placas com lâmina, placa angulada e atualmente a PHILOS, algumas vezes associadas com amarria do manguito rotador. Sua principal indicação é para pacientes jovens com bom estoque ósseo. A osteossíntese intramedular pode ser utilizada com pinos intramedulares associados a cerclagem ou com hastes intramedulares bloqueadas, tendo sua melhor indicação nas fraturas que reduzem em adução. A técnica de banda de tensão associada com parafuso de compressão é utilizada principalmente nos pacientes idosos com osteoporose. Nesta técnica a diáfise é impactada na cabeça umeral e fixada com parafuso de esponjosa 4.0 mm ou 6,5 mm. A seguir, as tuberosidades são amarradas à diáfise através de orifícios trans-ósseos, com fios inabsorvíveis ou de aço.

Subir